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Asteriscos e Parenteses

Queremos levá-lo a conhecer o Portugal dos pequenos recantos e paisagens esquecidas. Vá sempre em grupos reduzidos e acompanhado por quem conhece o terreno e os seus segredos.

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Biólogos alertam para extinção de espécies por consanguinidade no Mediterrâneo

 

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Biólogos da Universidade de Barcelona e do Centro de Estudos Avançados de Blanes, Girona, alertam para o perigo de extinção por consanguinidade de algumas espécies no Mediterrâneo, porque correntes marinhas exercem barreiras que impedem a diferenciação genética.

A investigação, publicada na revista PLos One e que procura entender como se ligam as populações de organismos marinhos, define o que designa “frentes” como descontinuidades oceanográficas que se formam quando se encontram correntes ou massas de água de diferente densidade.

Essas barreiras dificultam a mistura genética ao atuarem como barreiras para populações de organismos, constituindo fronteiras que os animais não conseguem atravessar. As "frentes", dizem os investigadores, são fronteiras que estabelecem unidades de gestão independentes, como se fossem províncias.

E advertem que para proteger o Mediterrâneo devem ser criadas áreas protegidas nessas unidades de gestão, formando uma rede de ligações para que as populações consigam interagir e sobreviver.

“Se nada se fizer, o destino das populações isoladas é a desaparição a médio prazo, devido ao aumento da consanguinidade”, alertam Marta Pascual, da Faculdade de Biologia da Universidade de Barcelona, e Enrique Macpherson, de Blanes, autores do trabalho.

O estudo centrou-se em 70 espécies do mar Mediterrâneo, especialmente peixes mas também moluscos e crustáceos. Segundo os investigadores o período larval é o momento em que as espécies são mais propensas a atravessar as “frentes”.

Este é o primeiro trabalho que analisa a distribuição genética das espécies em todas as descontinuidades geográficas do Mediterrâneo.

 

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