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Asteriscos e Parenteses

Queremos levá-lo a conhecer o Portugal dos pequenos recantos e paisagens esquecidas. Vá sempre em grupos reduzidos e acompanhado por quem conhece o terreno e os seus segredos.

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Feira das Colheitas em Arouca

 

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Arouca acolhe de quinta-feira a domingo a 75.ª Feira das Colheitas, que começou como pequeno mercado destinado a incentivar a produção agrícola durante a II Grande Guerra e ocupa agora 20 hectares, ainda apostados em estimular o setor.

A primeira edição realizou-se a 22 de outubro de 1944 por iniciativa daquele que era então o Grémio da Lavoura de Arouca e reuniu apenas alguns vendedores no centro da vila, com o objetivo de disponibilizar à comunidade alguns bens alimentares que escasseavam nos centros urbanos e só se encontravam no mercado negro.

"Foi uma ideia boa, surtiu o seu efeito e ainda hoje apela ao brio das pessoas", afirma Joaquim Reis, presidente da Cooperativa Agrícola de Arouca, que, sucedendo ao antigo Grémio na coorganização do evento com a autarquia, conta agora com mais de 4.000 associados ligados à agricultura, à criação de gado e à atividade florestal.

É essa estrutura que vem coordenando a feira de gado, os concursos pecuários e de vinho verde, e as iniciativas mais ligadas à lavoura, sempre com o objetivo de "tentar atrair mais jovens para estas áreas".

Joaquim Reis defende que a festa "está cada vez mais vocacionada para a gastronomia", mas realça que, "por muito que a vitela arouquesa seja rainha na Feira das Colheitas, o que é preciso é gente nova a tratar dos campos e dos animais, senão um dia isto acaba tudo".

Preocupado com as dificuldades do setor, o presidente da cooperativa não deixa de reconhecer, contudo, que gerações mais jovens vêm conferindo à lavoura local uma outra dinâmica: "Há muita gente a virar-se para os pequenos frutos, como os mirtilos, framboesas, cogumelos e até kiwis, e só é pena que os incêndios, os químicos, a vespa asiática e a falta de pomares estejam a dar cabo do mel de Arouca, que não é muito conhecido, mas é um belíssimo produto".

A Feira das Colheitas inclui ainda desfiles de gado, cortejos de carros de bois e açafates, concursos de pecuária e gastronomia, espetáculos por vários ranchos folclóricos e concertos como os de Amor Electro, Carolina Deslandes e do programa "Sons no Património", da Área Metropolitana do Porto.

Todas as propostas são de entrada livre. No sábado e domingo, para facilitar a deslocação até ao centro histórico da vila, a câmara disponibiliza ainda um 'transfer' gratuito a partir de Fermedo, Chave, Alvarenga, Espiunca e Zona Industrial de São Domingos, com paragens em várias localidades ao longo do percurso.

Arouca Film Festival com 41 filmes de 13 países e quatro deles criados em telemóveis

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A 16.ª edição do Arouca Film Festival arranca esta quarta-feira e, até domingo, terá em competição 41 filmes de 12 países, numa seleção que inclui dez obras na nova categoria de direitos humanos e quatro realizados com telemóveis.

"Nas sessões competitivas serão divulgados novos projetos, novos realizadores, produções independentes e obras já consagradas e de reconhecido valor que habitualmente não são distribuídas nos circuitos tradicionais de cinema", revela João Rita, diretor do festival organizado pelo Cineclube de Arouca.

Depois de registar um recorde no número de inscrições para a presente edição, ao receber 785 candidaturas e acrescentar assim à pré-seleção de 2018 mais 102 filmes do que em 2017, a secção competitiva deste ano destaca-se pelo "elevado grau de profissionalismo no que aos recursos técnicos e humanos diz respeito".

A recém-criada categoria dos direitos humanos, a estrear nesta edição, atingiu "níveis inesperados de participação", já que, entre os filmes candidatos, houve 96 inscritos que adotaram esse registo social e, desses, dez foram selecionados para concurso.

Já no que se refere à nova categoria de filmes criados em 'smartphone', foram 56 as obras candidatas e quatro as que passaram para a fase competitiva.

 

Ponte envidraçada nos Passadiços do Paiva já está em construção em Arouca

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A ponte envidraçada dos Passadiços do Paiva já está em construção, revelou hoje a Câmara de Arouca, que aponta essa estrutura de 480 metros sobre o rio como "a maior em Portugal" e "a mais bonita da Europa".

De utilização apenas pedonal, a ponte estará suspensa a 150 metros de altura junto ao geossítio da Cascata das Aguieiras e nas imediações da escarpa conhecida como a Garganta do Paiva.

"Vai ser a maior ponte do género em Portugal e, se não for também a maior da Europa, será certamente a mais bonita e a mais impactante", à Lusa a presidente da autarquia, Margarida Belém.

"É uma obra de imenso relevo não apenas para a população de Arouca, mas também para todo o território nacional, dada a procura que os passadiços e o geoparque têm registado tanto entre a comunidade portuguesa como entre os nossos visitantes estrangeiros", acrescentou a autarca.

Arrancando com a instalação do estaleiro e com trabalhos de preparação do terreno, a empreitada foi entregue à empresa Conduril - Engenharia, SA, com base num projeto do Itecons - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, da Universidade de Coimbra.

O vão de 480 metros sobre o rio terá uma largura útil de 1,20 metros e pavimento em gradil metálico, no que o objetivo é facilitará a circulação do vento sem oferecer grande resistência às correntes.

Inspirada nas pontes incas que atravessavam os vales mais profundos das montanhas dos Andes, a nova estrutura anunciada para Arouca integra a rede de vias pedonais já existentes no concelho e terá um custo estimado em 1,7 milhões de euros (mais IVA).

Deverá ficar concluída num prazo de 10 meses, após o que a sua utilização terá efeito no preçário de acesso aos passadiços, cuja entrada custa atualmente um euro por pessoa, sendo grátis para menores de 12 anos e tendo um custo único de 2,5 euros para residentes de Arouca que adquiram um cartão de uso vitalício.

 

Arouca acolhe 140 voluntários estrangeiros para reflorestar 6 a 8 hectares em 3 dias

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A associação ambiental Movimento Gaio recebe no sábado em Arouca 140 voluntários estrangeiros, através da organização não-governamental japonesa Sukyo Mahikari, que pretendem reflorestar, em três dias, seis a oito hectares do Baldio da Ameixieira.

Com despesas de viagem, alojamento e alimentação suportadas a expensas próprias, esses ambientalistas da Polónia, Alemanha, Itália, França e Senegal juntam-se a mais de 20 voluntários portugueses para os ajudar a limpar áreas que arderam em 2016 e nelas plantar 1.000 sobreiros, 1.000 carvalhos e 2.000 pinheiros mansos.

A operação envolve ainda a sementeira direta de 5.000 bolotas de carvalho alvarinho e sobreiro, o lançamento de 1.000 bolas de sementes criadas por alunos do Agrupamento de Escolas de Arouca e a criação de um sistema de rega para as novas plantações.

"Este baldio é um dos maiores da Serra da Freita e está a atravessar uma má fase porque foi muito devastado pelos incêndios de 2016. Embora entretanto nós já tenhamos reflorestado 13 hectares, ainda há muito a fazer", declarou à Lusa a fundadora da Movimento Gaio, Teresa Markowsky.

Arouca recebe Prémio Geoconservação 2017

 

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O município de Arouca recebe sábado o Prémio Geoconservação 2017 pelo seu projeto de Geoturismo Ativo, revelou hoje a autarquia, sublinhando que a distinção foi atribuída por um júri que envolve entidades nacionais e estrangeiras ligadas ao património natural.

A iniciativa é da ProGEO Portugal - Associação Portuguesa para a Conservação do Património Geológico que, para o júri do prémio, convidou também elementos da Associação Portuguesa de Geólogos, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, da National Geographic Portugal e da tutela europeia da ProGEO.

Em avaliação estiveram candidaturas de oito municípios. Além da de Arouca, foram analisadas as propostas dos concelhos de Lousada, Nisa, Penacova, Ponte da Barca, Ribeira Grande, Sintra e da Associação de Municípios do Parque das Serra do Porto (que abrange Gondomar, Paredes e Valongo).

Segundo a ata da ProGEO Portugal, o júri distinguiu o município do interior norte do distrito de Aveiro por "todo o trabalho desenvolvido no âmbito do Arouca Geoparque, nomeadamente com os projetos Rota dos Geossítios e Passadiços do Paiva".

É a segunda vez que Arouca recebe o Prémio Geoconservação, sendo a primeira em 2008.

Para a vice-presidente da Câmara Municipal, Margarida de Belém, esta distinção é “uma boa forma” de celebrar o Dia Mundial da Terra, precisamente no sábado.

"Estamos particularmente satisfeitos com este prémio", declara Margarida de Belém, que concilia o pelouro do Turismo na autarquia com a presidência da Associação Geoparque de Arouca.

"Isso deve-se não só ao facto de que o recebermos numa altura em que comemoramos o 8.º aniversário da entrada de Arouca nas redes europeia e global de geoparques da UNESCO, mas também porque ele assinala de forma muito positiva o nosso trabalho em prol do desenvolvimento sustentável, com base na geoconservação, na geoeducação e no geoturismo", realça a autarca.

 

Arouca cria corredor florestal de 12 km com espécies mais resistente ao fogo

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A Câmara de Arouca está a desenvolver, com cerca de 70 proprietários do concelho, um projeto-piloto que visa criar um corredor florestal de 12 quilómetros apenas com árvores autóctones mais resistentes ao fogo do que o eucalipto.

Segundo revelou  o presidente da Câmara Municipal, o projeto, a ser monitorizado ao longo de dez anos, arrancará em setembro com a plantação de cerca de 80 mil árvores dispostas por uma faixa de terreno com 10 metros de largura a partir da estrada, no percurso entre o centro da vila e os passadiços do Paiva.

"Vamos usar cinco espécies de árvores autóctones que são mais resilientes e não deixam crescer grande vegetação sob as suas copas - sobreiros, castanheiros, bétulas, cerejeiras e carvalhos - e depois assumiremos a gestão deste corredor ao longo de dez anos, antes de devolvermos essa responsabilidade aos proprietários", explicou José Artur Neves.

"Nos nossos contactos com os donos dos terrenos, 99% deles mostraram-se entusiasmados com o projeto e só um é que se recusou a participar, por preferir plantar apenas eucalipto, que rende mais financeiramente", observou o autarca.

Mas, realçou, “essa espécie é precisamente a que queremos evitar, não só pelos riscos enormes que representa em caso de incêndio, mas também porque é ela que tem vindo descaracterizar toda a floresta portuguesa".

O objetivo do projeto-piloto da Câmara de Arouca é estabelecer uma cortina arbórea de proteção contra incêndios florestais e também contribuir para o embelezamento da paisagem natural do concelho, apostando em espécies que, nas últimas décadas, foram sendo substituídas por eucaliptos.

José Artur Neves referiu que a medida surge na sequência da recente alteração legislativa mediante a qual "a gestão do território florestal passou a ser incumbência dos municípios".

Com base nessas novas competências, a autarquia contactou os proprietários com terrenos no trajeto entre a vila de Arouca e os passadiços do Paiva, do que resultou que aqueles cederam à autarquia o direito de aceder às suas terras para aí proceder à plantação das novas árvores. A Câmara caberá também gerir essa área, recorrendo a técnicos especializados para monitorizar o crescimento de cada espécie e o seu comportamento em caso de fogo.

Caso a avaliação do projeto-piloto se revele positiva, José Artur Neves quer depois "alargar a medida a todo o concelho, o que implicará muitos milhões de árvores". Já a contar com resultados favoráveis, anuncia, aliás, a ampliação dos viveiros municipais, "para haver capacidade de resposta" a essa procura.

Entretanto, o autarca propõe-se também "reestruturar o Plano Diretor Municipal" para aí refletir as novas responsabilidades da Câmara no que se refere ao ordenamento florestal. "Temos um ano para tratar disso", concluiu.

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