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Asteriscos e Parenteses

Queremos levá-lo a conhecer o Portugal dos pequenos recantos e paisagens esquecidas. Vá sempre em grupos reduzidos e acompanhado por quem conhece o terreno e os seus segredos.

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Livraria Moreira da Costa celebra 70 anos no mesmo local do Porto a recordar história

 

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A livraria e alfarrabista Moreira da Costa, com 116 anos de história no Porto, celebrou  hoje 70 anos do atual local onde está instalada, na rua de Avis, uma história de cinco gerações de “carinho pelos livros”.

“O meu nome é Miguel Carneiro, sou a quinta geração, e a Moreira da Costa chega aos 70 anos através de muito carinho e amor pelos livros”, começa por dizer à Lusa o homem, de 47 anos, que encabeça atualmente a gestão da livraria centenária depois de esta ter começado em 1902 pelo trisavô.

Por detrás de uma primeira sala mais apertada, aberta ao público, por debaixo de um outro piso superior de acessos estreitos, está uma cave com dezenas de milhares de livros, na sua maioria ainda por catalogar, e foi aí que Miguel começou por trabalhar, “com 13 anos, a limpar livros”.

Aos 18, assumiu o trabalho na casa “a 100%”. “Costumo até dizer que o meu primeiro casamento foi com a livraria”, reflete o alfarrabista, desde 1998 à frente dos destinos do estabelecimento.

Inicialmente instalada na antiga travessa da Fábrica, José Moreira da Costa abriu a livraria em 1902 depois de trabalhar como caixeiro para Ernesto Chardron e Lungan & Genelioux.

Depois de morrer o fundador, Elisa Duarte da Costa Ferreira Dias, filha do proprietário, assumiu a gerência e acrescentou “(Filha)” ao letreiro da casa, que já reunia várias figuras da cidade e amantes da literatura em várias tertúlias, em particular sobre a obra de Camilo Castelo Branco.

Uma das pessoas que por lá passavam tinha em sua posse um dos cinco exemplares conhecidos de “A Infanta Capelista”, sendo que Elisa decidiu criar uma edição fac-similada da obra.

Não tendo contactado a família do autor, “o caso acabou em tribunal, e em 1958 a sentença foi de seis meses de prisão efetiva, mas acabou por pagar a multa diária”, conta Miguel Carneiro, que pensa que este terá sido “um dos primeiros casos portugueses de direitos de autor”.

Mais tarde, em 1965, a filha Maria Elisa Gonçalves assumiu a terceira geração à frente do estabelecimento, sendo que em 1987 foi criada uma sociedade com vários elementos da família.

Miguel Carneiro, trineto de Moreira da Costa, compra a quota do tio em 1998 e assume a gestão da casa, que partilha com a mulher, Susana Fernandes.

A festa de aniversário, de entrada livre, arranca, hoje, pelas 14:30, com leituras de poesia e prosa sobre o Porto por Nuno Meireles, seguido de uma encenação de Paulo Brás de “Conto de Inverno”, pelas 18:30.

A leitura encenada tem sonoplastia “criada e tocada ao vivo” por Gabriel Innocentini, e antecede a “abertura do bolo” que assinala o aniversário quer do espaço, que ‘sopra’ 70 velas, quer da livraria, chegada aos 116 anos.

Inaugurada na quinta-feira, a exposição “Momentos Moreira da Costa” coloca na montra fotografias de vários amigos e fotógrafos, retratando os últimos anos do espaço, com eventos como a gravação de um vídeo para a banda Les Saint Armand, a passagem de programas televisivos ou apresentações de livros.

 

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Mentor da classificação da Ponte da Arrábida quer “Polis” para demolir construções

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 O autor do pedido de classificação da Ponte da Arrábida como monumento nacional, Manuel Matos Fernandes, disse  esperar que no futuro "haja um programa Polis" cujo objeto seja a demolição das construções na escarpa da Arrábida.

"A minha esperança é que na geração dos meus netos ou dos meus bisnetos haja, como em Viana do Castelo, um programa Polis, cujo programa seja demolir o mostrengo. Sou um otimista histórico e por isso tenho esperança que aquilo no futuro seja reversível", afirmou Manuel Matos Fernandes durante num debate promovido pela Associação Defesa Praia da Madalena sobre a Arrábida.

O professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto disse que perante um assunto desta gravidade, "o presidente da Câmara tinha obrigação de ponderar um acordo com os presumíveis detentores de direitos adquiridos, no sentido de atalhar esta catástrofe para a cidade, ainda que à custa de indemnizações".

"Não gosto que o meu presidente, o ministro ou o primeiro-ministro digam que não podem fazer nada quando temos uma catástrofe anunciada. Quando a população da cidade tiver consciência do impacto visual do que ali se vai construir vai ser um choque enorme", afirmou.

No mesmo debate, o presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos, José Alberto Rio Fernandes, defendeu que o que se está a passar junto à Arrábida, para além de ilegal é ambientalmente e urbanisticamente incorreto e culturalmente um erro.

"Vejo com preocupação que o Presidente da Câmara do Porto não compreenda que não é do interesse da cidade, esta construção. Mais importante do que discutir culpados é aprofundar se há ou não há direitos adquiridos", afirmou.

O presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos, alertou ainda para o fenómeno de "mimetismo" a que se está a assistir em Gaia, com o crescimento de construções junto às margens, fruto de aprovações anteriores a este executivo.

Primavera Sound do Porto começa hoje com Samuel Úria

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O músico português Samuel Úria foi o escolhido para abrir o sexto Primavera Sound no Porto, festival de música que abre portas às 16:00 no Parque da Cidade e tem como cabeça-de-cartaz de hoje os franceses Justice.

Num primeiro dia com apenas dois palcos ativos, o cantautor Samuel Úria, que lançou em 2016 o seu mais recente álbum, intitulado "Carga de Ombro", sobe ao palco pelas 17:00 para encabeçar o primeiro dos oito concertos previstos para esta abertura de NOS Primavera Sound. Cerca de uma hora depois, pelas 17:55, está prevista a atuação dos norte-americanos Cigarettes After Sex.

O músico português Rodrigo Leão e o australiano Scott Matthew vão partilhar mais uma vez o palco e atuam pelas 18:50, seguindo-se depois a atuação do cantor americano Miguel, pelas 20:00.

A noite vai fechar com os franceses Justice a atuarem pelas 00:45, mas antes o Primavera Sound recebe a visita de Arab Strap (21:10), Run The Jewels (22:00) e Flying Lotus (23:30).

O diretor do evento, José Barreiro, considera  que os grandes destaques desta sexta edição são os franceses Justice, Bon Iver, cabeça-de-cartaz de sexta-feira, porque é um dos "produtores mais conceituado da música internacional", e Aphex Twin na noite de sábado, por ser um “artista de culto da música eletrónica”.

José Barreiro avisa, todavia, que todos os artistas têm uma “igual importância no cartaz”, enumerando, por exemplo, Run The Jewels, Miguel, Flying Lotus, Make-Up, Against Me ou Angel Olsen, e define esta edição como um “caldeirão perfeito” para “três dias de grandes concertos” de “grande emoção”.

O festival Primavera Sound termina na noite de sábado para domingo, com a atuação de Aphex Twin (00:30), enquanto os Against Me têm espetáculo marcado para a 01:20 e os Black Angels para as 01:00.

 

Tapete de flores com 600 metros marca festa religiosa em Matosinhos

Foto Matosinhos.jpe

 

 

 

Mais de 200 pessoas participaram na elaboração de um tapete de flores com 600 metros que marca a festa religiosa de São Mamede, em Perafita, Matosinhos (Porto), que se comemora no domingo.

Começou de uma forma muito simples em 2000 e só passado algum tempo é que começamos a fazer o tapete de flores, a pedido das pessoas da freguesia”, afirmou o padre da paróquia, Luís Mateus, em declarações à Lusa.

Conforme explicou, são precisos cerca de três meses para decidir o tema que inspira o tapete de flores e gerir as 15 equipas envolvidas, sendo que com uma semana de antecedência definem-se as formas e o desenho e começa a preparação do material adicional necessário, que inclui desde borras de café a botões partidos, sal colorido e mosaicos.

Este ano o tema são as 14 obras de misericórdia, que se desdobram em sete obras corporais e sete espirituais.

Quisemos falar com mais pessoas para que fizessem um pouco de tapete em frente das suas casas e, nas zonas onde não há ninguém a habitar, irão ocupar-se do espaço alguns grupos paroquiais como os catequistas, os escuteiros e algumas associações da freguesia como a associação de pais e o Futebol Clube de Perafita, que é a primeira vez que colabora”, afirmou o padre Mateus.

Para o pároco, o envolvimento das pessoas é “um sinal de importante da comunidade cristã” e, ao mesmo tempo, a demonstração “do orgulho que vão tendo pela sua terra”.

Durante a noite de sábado serão distribuídos cafés e chá pelas pessoas de diferentes gerações que estarão ao longo de várias horas ajoelhadas a enfeitar o tapete de flores, num ambiente descrito como “tranquilo” e animado por conversas sobre os mais variados temas.

Para o presidente da junta de freguesia, Rodolfo Mesquita, o tapete de flores assume-se como uma "demonstração do bairrismo e da dedicação das pessoas envolvidas”, atraindo muitos curiosos para apreciarem o que descreve como “uma autêntica arte” em flores.

Sem querer falar nos custos envolvidos, que diz serem “mais mil para trás, mais mil para a frente", o autarca sustenta que "o que conta é a boa vontade de participar e ajudar a realizar a festa”.

 Se quiser vir conhecer a zona de Matosinhos (Porto) sem ter de se preocupar com a condução, com a marcação dos restaurantes ou do hotel onde ficar pode sempre escrever para o email asteriscoseparenteses@gmail.com ou contactar pelo telefone 919113211.

A nossa empresa de animação turística trata de tudo, e transporta-o em confortável mini-bus de nove lugares.

 

 

Noites de S. João No Porto

Porto q.jpe

 

A Câmara do Porto anunciou que o espetáculo piromusical a noite de São João, de hoje (quinta) para amanhã ( sexta-feira) , orçado em 54.900 euros, terá como tema as “Lendas do Rock” e terminará ao som de Xutos & Pontapés.

Lançado a partir das 00:00 em ponto de 24 de junho, desde a ponte Luiz I e do rio Douro, o espetáculo piromusical deste ano durará 16 minutos e promete “uma viagem por alguns dos mais famosos temas do rock mundial e português, entre muita luz, cor e efeitos pirotécnicos de grande impacto visual”, refere a autarquia.

Em comunicado, a Câmara do Porto esclarece que o investimento é partilhado com a Câmara de Vila Nova de Gaia e que a proposta selecionada é da responsabilidade do Grupo Luso Pirotecnia.

Durante 16 minutos, o espetáculo percorrerá alguns dos temas mais conhecidos, e que atravessam gerações, de bandas como os AC/DC, Pink Floyd, Scorpions, Guns N’Roses, Rolling Stones e Queens.

A fechar esta sequência, que se iniciará com “Thunderstrucks” dos AC/DC, “o grande final será ao som de Xutos & Pontapés e do tema ‘A minha casinha’, num excelente aperitivo para o concerto ao vivo que se seguirá, na Avenida dos Aliados, a partir da 01:00 da manhã, com a maior banda de rock portuguesa”, sublinha.

Serão, no total, sete êxitos de outras tantas bandas consideradas emblemáticas, cujos acordes e ritmos acompanharão os efeitos pirotécnicos selecionados, alguns deles “inéditos”.

A par da já tradicional cascata prateada, que preencherá a totalidade (180 metros) do tabuleiro superior da ponte Luiz I, este ano será ainda utilizado um ‘lettering’ pirotécnico de grandes dimensões, alusivo à festa sanjoanina.

Ano após ano, milhares de pessoas concentram-se nas encostas e nas zonas ribeirinhas das cidades do Porto e de Vila Nova Gaia, procurando a melhor vista para “a verdadeira explosão de cor que acontece sobre o rio Douro e na estrutura da ponte Luiz I”, acrescenta a autarquia.

O espetáculo pirotécnico é considerado um dos momentos altos da noite de São João do Porto e, para muitos, o ponto de partida para a grande festa que se prolonga pela madrugada.

 Se quiser vir conhecer o Porto sem se preocupar com a condução, com a marcação dos restaurantes ou do hotel onde ficar pode sempre escrever para o email asteriscoseparenteses@gmail.com ou contactar pelo telefone 919113211.

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Exposição de Souza Cardoso regressa ao Porto

 

 

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O Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, vai recriar a única exposição de Amadeo de Souza Cardoso, no Porto, que decorreu em 1916, a ser inaugurada no dia 1 de novembro, anunciou o museu.

As obras que Amadeo decidiu expor estão hoje dispersas por diversas coleções públicas e privadas. Reuni-las, procurando refazer os gestos e as opções do malogrado pintor [que morreria, inesperadamente, em 1918, com 30 anos de idade] é, em primeiro lugar, uma homenagem”, indica a descrição da exposição, que seguirá depois para o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, em Lisboa, e que conta com curadoria de Raquel Henriques da Silva e de Marta Soares.

Das 114 obras expostas no Porto há 100 anos, vão estar "aproximadamente 70% das obras identificadas a partir dos catálogos originais", para a exposição que fica na cidade até 01 de janeiro de 2017 antes de abrir, em Lisboa, a 12 desse mês.

No dia 1 de novembro, vai [ser inaugurada] aqui no museu uma exposição que já estava programada e pensada antes da divulgação da exposição [de Amadeo] em França. Vai ser inaugurada uma exposição com um ciclo de conferências dedicadas a Amadeo, festejando o centenário da exposição na cidade do Porto, nos jardins de Passos Manuel”, disse à Lusa o presidente dos Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, Álvaro Sequeira Pinto.

Como recorda o comunicado da exposição, a mostra de novembro de 1916, no Jardim Passos Manuel, “atingiu, em 12 dias, um número impressionante de visitantes [30.000, relatou Amadeo ao crítico americano Walter Pach] e agitou a cidade", desencadeando, por vezes, reações agressivas e despertando a atenção da imprensa, enquanto, por outro lado, a exposição de dezembro de 1916, na Liga Naval Portuguesa, em Lisboa, “foi mais elitista e cativou, além da imprensa, o entusiasmo do grupo de ‘Orpheu’”.

Foi neste contexto que Almada Negreiros escreveu, num manifesto de apoio à mostra de 1916, que “a Descoberta do Caminho Marítimo p'rá Índia é menos importante do que a Exposição de Amadeo de Souza Cardoso na Liga Naval de Lisboa”.

[Foi] uma exposição organizada, feita e realizada pelo próprio Amadeo, o próprio impresso - não se pode chamar catálogo - da exposição [foi] feito e impresso pelo Amadeo, ele empenha-se pessoalmente nesta exposição e através daqui chegamos a um ponto fundamental, que é o papel do Porto no modernismo no século XIX”, declarou Álvaro Sequeira Pinto à agência Lusa.

A exposição, nas duas cidades, vai procurar articular "a pintura com os espaços expositivos - o Jardim Passos Manuel, que foi demolido e deu lugar ao Coliseu do Porto, e a Liga Naval de Lisboa, palácio Calhariz-Palmela, no largo Calhariz, atualmente uma agência da Caixa Geral de Depósitos".



Se quiser vir conhecer o Porto com os seus inúmeros pontos de interesse e aproveitar para visitar esta exposição marque no seu calendário. Se preferir ir sem ter se preocupar com a condução, com a marcação dos restaurantes ou do hotel onde ficar pode sempre escrever para o email asteriscoseparenteses@gmail.com ou contactar pelo telefone 919113211.

Podemos começar desde já a programar a sua visita.

 

Marcelo adotou Palácio da Bolsa como a sua sede no Norte

 

Porto.jpe

 

 



O Presidente da República decidiu adotar o Palácio da Bolsa como “sede” para realizar as suas reuniões na região do Porto e norte do país. A revelação foi feita pelo presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho,que acrescentou:“Em 105 anos de República Portuguesa qualificamos este momento de histórico e de muito importante para a região porque é a primeira vez que um Presidente da República tem este sinal de abertura ao resto do país de forma tão efetiva e emblemática”.

No final de uma reunião com o Presidente ,Nuno Botelho “enalteceu” a postura de Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que é uma forma de descentralizar Portugal, país que está “tão centralizado”.

Ontem, quinta feira, à chegada do Palácio da Bolsa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “não há razão nenhuma” para que as reuniões semanais com o primeiro-ministro tenham que ocorrer no Palácio de Belém, em Lisboa, podendo ser descentralizadas.

Quando vim aqui ao Porto no dia seguinte à minha tomada de posse vim cá por uma razão muito simples, que é Portugal não é apenas Lisboa”.

Curiosamente muitos portugueses não conhecem ainda a cidade do Porto que nos últimos anos explodiu na atração de turistas estrangeiros. E não conhecer o Porto é uma pena pois a cidade tem tudo para oferecer, desde as clássicas caves do Vinho do Porto, no lado de Gaia, quer as pontes que atravessam o Douro. O Porto é hoje uma cidade cosmopolita e imperdível. 

Se quiser vir conhecer o Porto sem se preocupar com a condução, com a marcação dos restaurantes ou do hotel onde ficar  pode sempre escrever para o email asteriscoseparenteses@gmail.com ou contactar pelo telefone 919113211.







 

 

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