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Asteriscos e Parenteses

Queremos levá-lo a conhecer o Portugal dos pequenos recantos e paisagens esquecidas. Vá sempre em grupos reduzidos e acompanhado por quem conhece o terreno e os seus segredos.

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Removidos 150 quilogramas de materiais poluentes da Ria Formosa

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Três baterias com um total de cerca de 150 quilogramas, submersas perto do cais de embarque da ilha da Culatra, em Faro, foram hoje removidas no âmbito da campanha “Ria Formosa livre de plásticos”, disse a responsável pelo projeto.

Em declarações à  Lusa, Sandra Godinho, dirigente da Associação para o Estudo e Conservação dos Oceanos (aECO) e responsável pelo projeto, indicou que “foram precisas mais de duas horas para retirar o material poluente do fundo do mar, numa operação que contou com várias entidades”.

“Além dos voluntários da associação, participaram nas operações de resgate das baterias a Polícia Marítima, mergulhadores da Universidade do Algarve e pescadores”, adiantou.

As três baterias, com cerca de 50 quilogramas cada, “são idênticas às que são usadas para acumular energia dos painéis solares instalados nas embarcações, desconhecendo-se quem as ali terá deixado em plena Ria Formosa”, sublinhou Sandra Godinho.

Segundo Sandra Godinho, os equipamentos de grande porte, sinalizados há algum tempo pela Polícia Marítima e pelos pescadores que operam a partir do cais da Culatra, foram removidos e entregues às autoridades marítimas para “procederem às diligências necessárias que possam identificar o ou os autores deste crime ambiental e encaminhá-los para o sistema de gestão de resíduos”.

A ação de resgate dos materiais decorreu no âmbito da campanha “Ria Formosa livre de plásticos”, com o apoio da European Outdoor Conservation Association, da Associação de Moradores e Amigos da Ilha da Culatra, da Universidade do Algarve e da Capitania do Porto de Olhão.

A associação aECO tem agendadas para o mês de julho várias atividades de limpeza ambiental, entre as quais a limpeza do porto de abrigo da ilha da Culatra, uma das ilhas-barreira da Ria Formosa, no distrito de Faro.

Proposto "santuário" na Ria Formosa para protecção do cavalo-marinho

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A proteção do cavalo-marinho e a criação de zona de “santuário” na Ria Formosa, no Algarve, onde esta espécie ameaçada possa recuperar, é a proposta que o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apresentou no parlamento.

O objetivo da iniciativa legislativa do partido é proteger o habitat de uma espécie em risco de extinção em Portugal pela “degradação do seu habitat e pela captura ilegal”, através de uma “limitação das atividades económicas e lúdicas e reforço das ações de fiscalização no Parque Natural da Ria Formosa”, da “identificação de focos de poluição” e da “dissuasão a pesca ilegal e punição dos infratores”, argumentou o PAN.

Para dar uma medida da ameaça a que o cavalo marinho está sujeito, o PAN recorreu a dados de censos realizados por investigadores na Ria Formosa - que se estende por praticamente todo o litoral do sotavento (este) algarvio e abrange os concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António – e que apontam para uma quebra muito acentuada dos exemplares de cavalos-marinhos nessa zona protegida nos últimos 18 anos.

“Segundo o biólogo Jorge Palma, da Universidade do Algarve, os resultados dos censos solicitados pela Fundação Oceano Azul revelaram que a ria Formosa apenas alojava cerca de cem mil indivíduos de cavalos-marinhos em 2018, em contraste com os dois milhões de indivíduos que foram contabilizados em 2001, representando um decréscimo de 90% na população”, quantificou o PAN num comunicado.

A iniciativa legislativa do PAN pretende que “o Governo classifique os cavalos-marinhos como espécies protegidas e crie santuários na Ria Formosa para a sua recuperação”, anunciou o partido, que conta com um deputado eleito na Assembleia da República.

O partido advertiu que a poluição e a captura ilegal são duas das principais ameaças à espécie, que o cavalo-marinho pode “estar associado a um esquema de tráfico em rede com o intuito de comercialização no mercado oriental” e que “as operações e detenções de redes e armadilhas têm-se revelado insuficientes na proteção das espécies” e da própria Ria Formosa.

“Perante este elevado risco identificado, é evidente que a conservação das espécies de cavalos-marinhos encontra-se comprometida, necessitando assim de maior proteção a nível nacional”, defendeu o PAN.

A proteção do cavalo-marinho pode ser feita, segundo o partido, “pela sua classificação como espécies protegidas através da integração no anexo B-II do Decreto-Lei n.º 140/99 de 24 de Abril, que define as ‘Espécies animais e vegetais de interesse comunitário cuja conservação exige a designação de zonas especiais de conservação’”, ou “pela constituição de santuários com acesso restrito na Ria Formosa, permitindo assim a recuperação da população local”.

O PAN quer também que o Governo “avalie a condição ecológica dos habitats do Parque Natural da Ria Formosa” e estude a hipótese de “limitação das atividades económicas e lúdicas” para poder “reduzir a pressão antropogénica” e “reforçar as ações de fiscalização regulares no Parque Natural da Ria Formosa”.

Estas ações serviriam para “identificar focos de poluição, dissuadir a pesca ilegal e punir os infratores, assegurando assim o cumprimento da legislação em vigor”, acrescentou.

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